In play

No mercado de capitais há uma expressão indesejada pelos participantes. É usada predominantemente em M&A mas noutras situações também.

Basicamente diz-se que está “In play” quando um alvo se torna centro de atenção. Em consequência desenvolvem-se movimentos dos actores correlacionados que criam uma dinâmica de situações que escapa ao controlo do alvo levando-o muitas vezes a perder a iniciativa e, mesmo nalguns casos, a ser esmagado por essa dinâmica.

O mais interessante, no plano analítico,  destas situações é o aparecimento de actores e movimentos muitas vezes inesperados.

Pensei nisto a propósito dos comentários de responsáveis alemães, como o Ministro Schauble, sobre  a reestruturação da dívida  soberana da Grécia. Na minha opinião o que se pretendeu atingir foi o Euro, pois um Euro menos forte será sempre importante para as exportações alemãs.

Desta forma, a Grécia, como Portugal,  irão estar por muito tempo “In play” à mercê de movimentos os mais inesperados, seja o populismo de políticos finlandeses ou o interesse em movimentos cambiais. Quem se puder abstrair da situação concreta considerará o tema fascinante.

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