O AUMENTO DE CAPITAL DO BPI

Está escrito nas estrelas que o BPI vai aumentar o capital por um mínimo de € 600 milhões, a €1,1 por acção. O Banco de Portugal dirá quando. Tudo isto, obviamente, será desmentido.

Fernando Ulrich e seus pares no Conselho de Administração do BPI, bem como os accionistas que controlam o Banco, tudo farão para evitar este aumento de capital, mas não é algo que possam evitar por vontade própria pois estão a mercê de eventos que não podem controlar. O Banco de Portugal irá acordar da sua “política de avestruz” tarde ou cedo, muito possivelmente na próxima ronda de testes de stress, no primeiro trimestre do ano, para “sugerir “ o aumento de capital. Com a ajuda de um lápis, folha A4, calculadora de bolso e a consulta do Relatório do BPI de 2009 espero contribuir para que o Banco de Portugal aprofunde a sua complexa reflexão.

PORQUE O AUMENTO DE CAPITAL DO BPI?

O BPI tem importantes pontos fortes que gostaria de, desde logo, sublinhar: a sua posição de liquidez é a melhor da Banca portuguesa e a qualidade da carteira de crédito também. Estes dois pontos são muito importantes nesta fase crítica dos sistemas financeiros europeus. Não obstante, as vulnerabilidades que enunciarei são igualmente muito relevantes em cenário de teste de stress.

A primeira e muito surpreendente vulnerabilidade, é a exposição directa de balanço do BPI aos activos tóxicos da Grécia e da Irlanda, revelada pelo relatório e Contas de 2009. Por razoes que certamente serão explicadas como “com base na informação que existia na altura”, a gestão do BPI decidiu investir nestes países €1,2 mil milhões, ou seja, quase 65% dos seus capitais próprios, que montam a cerca de €1,9 mil milhões. Um analista mais exigente porventura perguntará “mas sendo na altura o spread para a Alemanha praticamente o mesmo que para estes países, porque é que se investiu esta enormidade na Grécia e na Irlanda?”

Em Julho de 2010, o BPI, em conjunto com 90 outros Bancos europeus, fez o chamado “stress-test”, nomeadamente sobre a dívida soberana. Como é hoje sabido foi, infelizmente, uma oportunidade perdida pois a falta de credibilidade do exercício só levou a deterioração da situação dos sistemas financeiros dos chamados países periféricos. O Bank of International Settlements, em Basel, produziu uma base de dados sobre a exposição destes 91 bancos à divida soberana, à data de 31 de Julho de 2010. Podemos aí ver a mais recente “fotografia” disponível publicamente. Evidentemente , esta “fotografia” pode ter-se alterado a 31 de Dezembro de 2010 , o que não creio.

Entre Dez 2009 e Julho 2010 o BPI reduziu, é certo, a sua exposição a Grécia e Irlanda para cerca de € 1,0  mil milhões, sendo então superado pelo BCP com uma exposição de € 1,153 mil milhões. A exposição à Grécia e Irlanda dos outros bancos portugueses analisados é muito mais baixa : o BES tem uma exposição de €464milhoes e a CGD de €257 milhões

O futuro próximo para estes activos tóxicos parece obvio e só não vê quem não quiser. Por exemplo, as obrigações subordinadas do Anglo Irish Bank acabam de ter um “hair-cut” de 80% (oitenta por cento) e na semana passada os ex-ministros do SPD no ex-governo da Alemanha, num artigo no Finantial Times falaram num “inteligent hair-cut” para a dívida soberana da Grécia, Irlanda e Portugal – como se para um investidor faça grande diferença se o “hair-cut” é inteligente ou não. É igualmente publico que Bancos Centrais , como o da Suíça , não aceitam estes activos tóxicos como colateral.

Assim sendo – e considerando a expectativa considerada pelos operadores internacionais de um “ hair-cut” de 30% para estes activos tóxicos – teríamos que considerar num “stress test” ao BPI, que se pretenda credível, uma provisão de cerca de €300 milhões .

Evidentemente, a questão será ainda mais grave se considerarmos a dívida pública portuguesa. Em Dezembro de 2009 o BPI tinha directamente nas suas contas cerca de €3 mil milhões de dívida pública de Portugal (ou seja 1,6 vezes os seus capitais próprios). No entanto e de forma totalmente surpreendente, nos sete meses até Julho 2010, aumentou a sua exposição à dívida portuguesa para €4,2 mil milhões, ou seja um acréscimo de €1,2 mil milhões. Comparando com outros bancos portugueses veja-se, por exemplo que o total de exposição do BES à dívida portuguesa é de €2.2 mil milhões e o BCP apenas de €953 milhões.

Mais uma vez o tal analista mais rigoroso perguntaria “Mas estando praticamente todo o crédito do BPI centrado em Portugal porque é que estes € 4,2 mil milhões se não investiram, por exemplo, em divida alemã?”. Como explicar este extraordinário aumento já em 2010 em Portugal, em vez da Alemanha?

Continuando o exercício do teste de stress, se considerarmos um “ hair-cut” de 30% o BPI necessitaria de uma provisão de mais de €1,2 mil milhões só para cobrir o eventual “ hair-cut” da dívida pública portuguesa.

A segunda dimensão da vulnerabilidade, não tem directamente que ver com a gestão do BPI, mas é inevitável num contexto recessivo. Refiro-me às imparidades de crédito referentes à capacidade das empresas e famílias honrarem os seus compromissos de crédito no ciclo económico que se avizinha. A título de exemplo, veja-se que o nível médio de imparidades na Grécia e Irlanda passa os 10% das carteiras de crédito, e em Espanha passa os 5% e a subir. Considerando que estes países entraram no ciclo recessivo bem antes de Portugal parece óbvio o que vai acontecer.

A ultima informação que disponho sobre o rácio de incumprimento do BPI é de uns excelentes 2.4%. Não faço ideia quanto este rácio vai aumentar até ao pico do ciclo daqui a cinco anos, mas sei que por cada 1% de incumprimento adicional o BPI tem que provisionar cerca de €300 milhões. Admito, com algum optimismo, que no mínimo, o BPI tenha que provisionar em adição mais 2% (chegando ao nível actual do muito bem gerido BBVA), o que significaria cerca de €600 milhões de provisões adicionais.

Por outro lado, não vou sequer considerar os requisitos de Basel III pois são dilatados no tempo e vou admitir que a geração interna de lucro anual compensara esta diferença – algo que desde já informo não acreditar, por estimar que a rentabilidade do mercado doméstico será negativa.

Em resumo, admitindo que a gestão do BPI pretende manter o seu actual rácio de solvabilidade (tier I) em 8,7, seria necessário um aumento de capital, no mínimo, de cerca de €600 milhões para cobrir os impactos mencionados. Para além disto, se houver necessidade de “hair-cut” sobre a dívida pública portuguesa, não me parece que o BPI tenha qualquer futuro enquanto entidade independente. Por sua vez, será normal que o aumento de capital se concretize, no mínimo, a um desconto de 20% sobre o valor de mercado, ou seja €1,1 por acção, se o preço das acções se mantiver no actual patamar.

A ESTRUTURA ACCIONISTA DO BPI

Coloca-se então a questão: quem vai subscrever este massivo aumento de capital de cerca de 50% do actual valor em Bolsa do BPI ?

A estrutura accionista do BPI é, a larga distância, a mais forte em Portugal. O fortíssimo Banco espanhol La Caixa detém 30,1%, o melhor Banco Brasileiro Itaú detêm 18,9%, a seguradora alemã Allianz 8,8%, o excelente grupo do Norte Arsopi 3%, tendo-se junto mais recentemente o Grupo Angolano Santoro, que também dispensa apresentações, com 9,9%.

Por sua vez, a gestão do BPI, em particular Fernando Ulrich, detém uma parte muito importante dos respectivos patrimónios (pelo menos no caso de Ulrich de forma alavancada – esperemos que não no BPI), em acções do Banco.

O problema é que por detrás desta força há uma grande fragilidade. Desde logo, a La Caixa, estando no limiar da OPA obrigatória (33%), tem os seus direitos de voto limitados a 20% – uma das situações mais bizarras da banca a nível mundial. Como implicação, parece não se poder contar muito com a La Caixa para a subscrição das acções sobrantes de um tal aumento de capital – pois isso implicaria uma OPA obrigatória. Depois, parece claro que os outros accionistas institucionais não têm nenhuma vontade de aumentar a sua exposição. O Itaú, em particular, convidado repetidamente a fazê-lo, tem sempre deixado claro que a utilização do seu capital na Banca no Brasil é muito mais atractivo. Resta o Grupo Angolano Santoro que já declarou publicamente que vai solicitar ao Banco de Portugal autorização para aumentar a sua posição acima dos 10%. Não tenho dúvida que as acções sobrantes de um tal aumento de capital seriam subscritas pela Santoro, com as óbvias consequências decorrentes. Faltaria um pequeno passo para a Santoro – depois de ser dona dos 50% no BFA – controlar  o BPI.

Resulta, assim, evidente porque é que a gestão e os accionistas de controlo do BPI tudo farão para neutralizar ao máximo o aumento de capital do Banco. O problema é que as condicionantes estão muito para além das vontades da gestão do Banco, que não controla a dinâmica do eventual “default” das dívidas soberanas do Sul da Europa nem a profundidade da recessão portuguesa. No pico da crise financeira de 2008 um presidente de um banco de investimento americano perguntou a Tim Geithner, então Presidente do FED de Nova York, o que deveria fazer nas dramáticas circunstâncias que se estavam a viver, e obteve como resposta: “ajoelhar e… Rezar”

O MASSACRE DOS MOICANOS

No entanto a razão essencial, a meu ver, para que  tudo se devesse fazer para que um  tal aumento de capital não fosse concretizado, está na cristalização das perdas de capital para os cerca de 21,000 pequenos accionistas do BPI. Como se sabe, a gestão do BPI recomendou aos seus accionistas que não aceitassem a OPA do BCP a €7,2 por acção e o núcleo institucional liderado pela La Caixa facilmente derrotou essa extraordinária oferta, perante a complacência de Carlos Tavares. No entanto, toda a gente sabe que  quando se recomenda a rejeição de uma oferta, se constitui a obrigação ,  em nome do dever da boa ética empresarial – já para não falar da ética de um bom regulador – de apresentar uma alternativa, no mínimo, tão favorável para os investidores. Foi o que, por exemplo, fez a Administração da Portugal Telecom ao rejeitar a OPA da Sonae, criando claramente valor nessa rejeição.

Acontece que no caso do BPI, nem Ulrich nem os accionistas que controlam o Banco, fizeram absolutamente nada. As acções do BPI iniciaram imediatamente uma trajectória descendente que as coloca hoje no patamar de €1,3 por acção, ou seja uma desvalorização de cerca de 80% (oitenta porcento), sem alavancagem, em relação a oferta na OPA. Evidentemente, bastaria uma mínima alavancagem sobre o capital investido para se ter verificado uma perca completa de capital nas acções do BPI.

O BPI, que na oferta do BCP, valia € 6,5 mil milhões vale hoje  cerca de 1,2 mil milhões, ou seja uma desvalorização de capital para os seus accionistas de € 5,3 mil milhões.

Chegados aqui, não resisto a uma nota de ordem pessoal. No Banco Privado Português uma provisão largamente reversível de € 500 milhões, deu o que deu. No caso do BPI, uma questão dez vezes maior, quer em montante quer no número de investidores envolvidos, não causa o mínimo lamento ou perturbação, muito menos a demissão de um único responsável…Pelo contrário, apregoa-se estarmos em presença de um exemplo de uma das melhores práticas de Governo de Sociedade existentes no País.

A cristalização das perdas, a par da diluição das posições accionistas dos investidores no quadro desse aumento de capital, seria o último passo do autêntico massacre financeiro em curso no BPI. Resta, no entanto, uma pergunta final, que aliás Ulrich – lui meme- já fez publicamente “Quem, no seu bom juízo, faz um aumento de capital para dar crédito à economia portuguesa? ”

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25 respostas a O AUMENTO DE CAPITAL DO BPI

  1. Nuno Rodrigues diz:

    João estou contigo!…vou shortar BPI!

  2. FTM diz:

    Uma análise interessante pela forma cirúrgica como se debruça sobre os pontos críticos do assunto em questão sem perder (muito) tempo com tópicos “laterais”.
    Revela igualmente o seu conhecimento sobre os mais rudimentares fundamentos do negócio bancário, algo que seguramente falta a todos os membros que compõem o CA da CGD.
    Ficarei atento a este blogue na expectativa de ler mais análises deste calibre.
    Cumprimentos

  3. João Silva diz:

    Caro Dr. João Rendeiro,

    É fácil perceber a compra de cerca de € 6 bn no final do ano passado.

    Em primeiro lugar, a fraca gestão do BPI não foi capaz de aumentar a rentabilidade do Banco nos últimos anos. O BPI tem mais colaboradores e balcões do que o Santander em Portugal, e mais ou menos o mesmo nº que o BES…..contudo, não consegue aumentar a quota de mercado….e tem um nível de receitas (mesmo depois de ajustados pelo baixo nível de provisões) completamente desajustado face ao nível de custos. Assim para resolver o problema de falta de capacidade de gestão toma risco onde não devia tomar…Chamada “fuga para a frente”

    Em segundo lugar, o CEO do BPI tem que resolver o seu problema pessoal, pois está falido, como ele próprio “orgulhosamente” afirmou recentemente.

    Contra todas as regras de “Bom Governo” das sociedades, ele criou regras que permitiram a ele próprio pedir dinheiro emprestado ao BPI para comprar cerca de 2 milhões de acções do BPI com um empréstimo de € 2,60 por acção (sim veja as últimas páginas do R&C do Banco), contudo quando o valor se aproximou deste preço, o CEO não vendeu as acções mas alterou as regras do banco para poder ficar com Garantias abaixo do valor do empréstimo.

    Contrariamente, o Chairman do Banco, Dr. Santos Silva, que estava numa situação semelhante, quando o preço se aproximou de € 2,60 vendeu a sua participação (ver relatórios e contas passados do BPI). Uns agem correctamente, outros são falsos moralistas.

    Como o CEO do Banco perdeu no final do ano a expectativa de que o valor da acção do BPI possa superar os € 2,60, o CEO do Banco tem um incentivo de jogar à “roleta” com a dinheiro dos accionistas para resolver o seu assunto…

  4. Boa Tarde
    Dr. João Rendeiro

    Obrigado por partilhar o seu conhecimento e prespectiva.

  5. Antonio Cardoso diz:

    Plenamente de acordo. Investigue-se as vendas de accoes de um dos dirigentes ate 3,5 que dizia as pessoas para nao acudir a OPA

  6. Miguel diz:

    Sou um ignorante! Poderei vir a dizer a maior das barbaridades, mas… prefiro ser ignorante por 5 minutos do que ignorante a vida inteira!
    Expliquem-me se fizerem favor, esta lógica contraditória:
    Por um lado dizem que o BPI é dos bancos que mais balcões (custos) tem, por outro lado defendiam a OPA sobre o BCP.
    Compreendo que quem investe, não seja para perder, mas a médio prazo parece-me que era o que aconteceria, seria o antecipar desta crise.
    Relativamente à questão das acções concordo plenamente!

  7. Ricardo diz:

    Sinceramente, fiquei surpreendido pela positiva. Gostei do artigo e penso seguir o seu blog. Faço votos que este espaço tenha continuidade.
    Atentamente,
    Ricardo.

  8. augusto santos diz:

    Uma excelente peça de análise (“research”) sobre o mais inóquo banco português. Boa ideia do blog, pois assim o mercado beneficiará das análises de um dos melhores “asset managers” em acções portuguesas. Brilhante.

  9. Vítor Meneses diz:

    Gostaria que fizesse uma análise destas ao BCP, já que é o banco que todos os investidores mais perderam inclusive o BPP.

  10. SCarvalho diz:

    Parabéns pela análise, mas porque não emissão de obrigações perpétuas?
    Cumprimentos,

  11. f.silva diz:

    Deveria era ter usado pael e lapis para escrever ao BdP sobre as insuficiencias de provisoes existentes no balanco do bpp.
    Qual o verdadeiro credito a dar a esta apreciacao se o autor nao soube tratar devidamente do bpp? E veja se que no texto fala em : “… dever da boa etica empresarial.”

  12. João Gonçalves diz:

    Excelente artigo, era bom para todos nós que mais pessoas, como João Rendeiro, que fizeram e fazem parte da acção financeira do país, partilhem os seus conhecimentos e opiniões.

  13. carlos Marques diz:

    Largos dias têm 100 anos….

  14. Em primeiro lugar, endereço-lhe os meus parabéns pela coragem na inauguração de um espaço virtual. Como muitos, decerto constatou, terá muitos leitores a lê-lo, principalmente pela sua experiência e por seus conhecimentos, deriva de seu currículo académico.
    Quanto ao seu post de abertura, meu caro João Rendeiro, senti um certo revanchismo relativamente ao BPI. Não que pela sua análise consubstanciado por factos, mas pelo tom emocional da “pena”, que qual, ferramenta intermédia, que escorria inter-mediada, pelo mental-soma e a mão que complementa as ordens oriundas por sinapses, de digamos, um ser.
    Ou pela, mensagem comparativa, en passant.

    De Angola, sabemos, que o verdadeiro poder não vem de José Eduardo dos Santos, mas sim, dos chamados, 8 generais. É um tema complexo, sem dúvida…

    A reter, muito bom post, onde toda a sua “expertize” se mostra, ou parte dela… Ficamos a aguardar mais posts fracturantes.

  15. A análise do BPI parece-me correcta. No entanto, se formos
    a analisar os outros 2 bancos: BES e BCP nao estarao melhores.
    Portugal está falido! E já caminhava para o abismo em 2001 quando
    Durao Barroso muito bem afirmou “Portugal está de tanga!”. Um país
    falido significa um sistema financeiro falido! Parabens aos
    portugueses que conseguem eleiçao atras de eleiçao escolher pessoas
    altamente capazes para os cargos politicos! Quiseram TGVs e
    aeroportos? Como bem diz Warren Buffett… “Nao há almoços
    grátis… está a chegar a hora de pagar!”

  16. Guedes diz:

    Obrigado pela análise, com linguagem simples e estrutura objectiva.
    Penso que seria útil fazer o mesmo raciocínio para outras instituições nacionais.

    Fico na expectativa de mais posts de qualidade.

  17. Acima de tudo um Muito Obrigado. Espero que continue a
    partilha. Cá estarei, atento, à espera.

  18. Sérgio Nunes diz:

    Analise interessante…

  19. mister p diz:

    Gostei deste texto inicial… arriscado como a realidade também o é.
    Não são novidade os erros de interpretação da realidade pelo bpi, em contrapartida da imagem que tem pretendido transmitir de excelsa gestão.
    De facto trata-se de um banco do qual está ausente qualquer desígnio dinamizador, uma banal instituição que afincadamente trabalha com o mero objectivo de sacar para os accionistas (ou nem para eles mas apenas para auto-satisfação burocrática) as migalhas que escorrem da actividade económica.
    O bpi não é sequer enquadrável como entidade do sistema capitalista mas é uma espécie de mula híbrida e inóqua do sistema financeiro.
    Basta entrar num balcão para perceber que ninguem entende nada de nada. ah! pois, parece que vendem carros…
    Basta ouvir o Ulrich para descortinar um timoneiro que quer ir para todas as direcções simultâneamente.

  20. Andre diz:

    Aguardaremos pelo desfecho destes proximos 2 anos. Mas a banca mete medo, tal como as financas destes paises que andaram em farra constante a gastar sempre mais do que podiam.

  21. Pedro Lisboa diz:

    Sou cliente do BPI desde o seu nascimento,pois antes do BPI nascer era cliente do BFB.
    Já me tinham chegado aos ouvidos rumores de que o BPI estava numa situação delicada por estar demasiado exposto à dívida grega,irlandesa e portuguesa.
    Graças ao seu blog as suspeitas tornaram-se realidade e para bom entendedor…
    Obrigado Dr. João Rendeiro e continue o seu excelente trabalho.

  22. fig diz:

    Depois de comprarem milhões de acções da Sonae a 2.10, ao Belmiro, e desde daí virem sempre a descer mostra bem a gestão deste banco e de quem o lidera….

    Cumps,

    Fig

  23. Maria Jose Sousa lobato Lindo diz:

    Dr. Rendeiro não estou nada de acordo com as suas criticas à gestão do Dr. Fernando Ulrich, aliás não tem autoridade moral nem ética comercial para o fazer, digo mais, o País teria muito a ganhar se fosse ele o seu 1º ministro. É um homem com H grande, de caracter e atitude. E o Sr em vez de andar a falar da casa dos outros deveria preocupar-se em ajudar os clientes do seu “Banco ” a recuperar pelo menos o capital que lá investiram. Aliás, entendo que o Banco de Portugal , não esteve bem ao retira-lo do BPP, pois quem faz as asneiras, obrigatoriamente teria que as assumir até ao fim. O que o Sr. está a fazer com o BPI é feio, sinto que tem a ver com alguma vingançazinha, não será isso?

  24. Fernando Soares diz:

    Boa tarde, Dr. João Rendeiro

    já tinha gostado muito do seu livro, neste post faz uma análise brilhante.
    vou seguir o blog com muita atenção.

  25. Gostei bastante desta análise, e irei passar a acompanhar o seu blogue.

    Espero por novos desenvolvimentos deste caso, e espero que este banco, onde os meus pais “sempre” tiveram o seu dinheiro (e ainda têm algum), continue na sua posição de topo no mercado bancário português, apesar do que aqui foi exposto.

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